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O Senhor de Puerto Rico

Jogo: Puerto Rico
Edição: Grow
Nº de Players: 4

“Novas terras…”, dizia o novo colonizador, que estava prestes a embarcar no Novo Mundo. Como um incentivo as colonizações, o governo espanhol prometeu terras aos novos senhores, para que se produzissem mais bens a Coroa.

Enfim, a jornada chega ao destino. O mais novo nobre respira fundo, sentindo o ar fresco das praias porto riquenhas. Ele é levado por um mercador até suas novas terras, apresentando toda a cidade enquanto caminham.

Sua fazenda é relativamente humilde e sem muita produção, apenas um pequeno lote de milho. O mercador diz que alguns colonos estão trabalhando nela e que eles serão seus novos trabalhadores. “Caso precise de novos colonos, fale com o prefeito. Fiquei sabendo que está para chegar um novo navio com colonos dos locais mais remotos da África”, diz o mercador.

Apenas milho não será suficiente para fazer a diferença nessa nova terra, tão rica e farta. Sentindo a necessidade, o nobre vai até seus colonos ordenando iniciar uma plantação de Indigo. Seus colonos dizem não ser possível devido a falta de uma fábrica, por menor que seja.

O nobre decide entrar em contato com o construtor da cidade. Com os dobrões que ele trouxe de sua terra natal, foi possível construir apenas uma fábrica pequena de Indigo. “Tudo bem… Irei expandir ainda minhas terras”.

Chega a época da colheita. Um produtor é contratado para facilitar, visto que os colonos não tem muita experiência em manuseio de colheitas. A safra de milho foi bem farta, embora não seja uma mercadoria tão valiosa. O Indigo, uma mercadoria mais cara, teve uma produção pequena, devido as limitações de sua fábrica.

Devido a falta de um armazém, o nobre teme perder suas mercadorias. Ele entra em contato com um capitão, que irá partir para o Velho Mundo. “Quatro barris de milho e dois de Indigo? Isso irá lhe dar uma boa reputação”, diz o Capitão. Ele promete trazer seus dobrões quando voltar de sua viagem.

Nesse meio tempo, outra safra de Indigo se inicia. É necessário dinheiro para novas contruções, então ele decide vender no mercado da cidade. Com os dobrões adquiridos, o contrutor consegue montar um armazém pequeno e um engenho de Açúcar – mercadoria extremamente valiosa.

Os colonos conseguem iniciar a produção do Açúcar, junto com as plantações anteriores. Uma estação inteira se passa e no final dela, conseguiram produzir uma quantidade realmente grande. Cinco barris de Açúcar, três de Indigo e quatro de milho. O nobre resolve guardar alguns de Indigo para vender no mercado e chama o Capitão, que ja estava de volta em Puerto Rico.

“Sua última safra foi muito lucrativa. Seu milho estava tão bom que a Corte exigiu que eu trouxesse mais”, diz o Capitão. O nobre conta de sua nova produção de Açúcar, que alegra  o navegante. Suas mercadorias embarcam no navio, em direção a Espanha.

Muitos anos se passam. A fazenda expandiu e muito, com fábricas enormes, centenas de colonos e uma diversividade grande na plantação, abrangendo agora o Café e o Tabaco. O pequeno nobre que chegou humilde, agora nos seus 50 anos já é o maior dono de terras de toda a ilha. Diversos comércios, como a alfândega, o porto e até a hospedaria pertencem ao nobre. Até mesmo as minas, descobertas a pouco mais de cinco anos, já pertencem ao seu pequeno império. Muitos chamam o homem de “El Señor de las tierras de Puerto Rico”.

O nobre resolve se candidatar a Governador de Puerto Rico. Já sem muita disposição para o trabalho na fazenda, o trabalho burocrático parece o atrair mais. Seu filho assume o comando da fazenda, mantendo seu legado vivo por diversas gerações.

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