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As Crônicas do Deicida

Jogo: Ascension: Chronicle of the Godslayer
Edição: Terceira Edição, Funbox
Nº de Players: 2

Dentro da infinidade do universo, existia um mundo chamado Vigil. Esse mundo era protegido por cinco deuses, Os deuses trouxeram toda a vida do vazio para Vigil, surgindo assim os primeiros mortais. Em Vigil existiam cinco reinos, cada um governado por um dos deuses, contando com diferentes mortais.

O primeiro deus era Logos, que governava Arha. Esse era o reino dos Iluminados, onde habitavam os monges e templários, que tinham como objetivo trazer conhecimento ao mundo. A segunda deusa era Aiyana, que habitou as selvas de Ogo. Lá, ela ensinou aos mortais os caminhos da natureza e como viver em harmonia, criando os Virentes.

Euloth, o terceiro deus, criou um reino totalmente mecanizado, chamado Hedron. Lá, ele conseguiu seguidores que se dedicavam aos estudos das máquinas e desenvolvimento dos projetos. Seus discípulos ficaram conhecidos como Mechanas. O quarto deus, Nyx, percebeu que o universo precisava de um equilíbrio e juntou seguidores, os Vazios. Eles eram responsáveis por guardar as criaturas malignas que queriam destruir os reinos.

Samael era o quinto deus, que governava o reino de Deofol. Esse reino era dedicado a beleza e aos prazeres. Com o passar do tempo, Samael enlouqueceu e quis reconstruir tudo de acordo com sua visão distorcida de beleza, iniciando uma guerra com os outros deuses. Samael acabou caindo, mas os danos a Vigil foram devastadores. Para evitar outra tragédia dessas, os deuses baniram Deofol  dos outros reinos e selaram os reinos, para que nenhum deus pudesse intervir no mundo mortal.

Séculos depois, a maioria dos habitantes de Vigil esqueceram dos deuses. Monstros apavorantes de outras dimensões começaram a surgir, causando espanto em todos os habitantes. Um culto misterioro surgiu também, dizendo querer romper o selo milenar.

Dhartha, o mais sábio dos mestres Iluminados resolveu consultar seus livros por dias, para chegar a uma conclusão. Ele reuniu os principais de cada reino para uma reinião de emergência. Segundo ele, é um assunto que diz respeito a todos os seres de Vigil.

Como representantes dos Iluminados, encontravam-se além de Dhartha, Oziah, o juiz dos Templários e Vedah, o mestre de armas dos Iluminados. Representando os Virentes haviam Cetra, a tecedora dos céus e Nairi, a protetora dos animais.

O único Mechana a vir for Kor, o ferromante mestre. Os outros ficaram ocupados em seus projetos. E, vindo de Nyx, vieram Emri, a guerreira dos Vazios e Sadranis, um dos mais poderosos feiticeiros de Vigil.

Dhartha começou a explicar que Samael, o deus caído voltou. No início, poucos acreditaram, mas conforme o mestre contava a história de como Samael caiu da primeira vez e está sedento por vingança, os convidados começaram a se preocupar.

Cetra contou que viu energias sobrenaturais surgindo na parte mais escura de Ogo e começou a descrever. Sadranis logo disse que provavelmente era um portal para Deofol, de onde estavam vindo os monstros. Um plano de ataque começou a ser executado.

Oziah e Emri partiram em direção ao portal, para derrotar qualquer um que aparecesse no caminho. Kor partiu para Hedron, para auxiliar com toda maquinaria necessária. Vedah ficou com a missão de preparar os exércitos dos Templários, enquanto Sadranis e Dhartha ficaram para pesquisar mais sobre o deus caído. Cetra e Nairi resolveram evacuar todos que ainda residiam em Ogo, protegendo todos os Virentes.

Vedah conhecia todos os templários, sabia de suas limitações e seus potenciais. Por isso, pediu para chamar Aaron, seu melhor discípulo. Contou sobre o plano da batalha e resolveu aumentar seu treinamento, deixando-o preparado caso o deus caído venha a despertar totalmente.

Oziah e Emri estavam se aproximando do portal, lutando com hordas de demônios, quando observam a figura enorme emergindo dele. Xeron, o demônio das mentiras invocou o avatar de Samael, na esperança de acabar de vez com Ogo.

“Oziah, eu cuido do Xeron, vá atrás do avatar”, disse Emri. Equipando-se com sua lendária espada Masamuse, ela partiu pra cima do demônio. Sua espada brilhava a luz , sugando energias malignas que se originavam do portal. Dizem que a Masamuse tem vida própria e deseja mandar ao vazio todos aqueles que são fatiados por ela.

Oziah corria em direção ao avatar. A besta tinha 5 metros de altura, portava um colar de caveiras e andava lentamente, deixando um rastro enorme de destruição. O avatar mal sentiu o primeiro golpe, apenas deu um urro de raiva contra Oziah. Essa não seria uma batalha fácil.

Emri continuava em sua batalha com Xeron. O demônio era ardiloso, bloqueando os golpes de Emri com seu cetro. A força da Masamuse crescia conforme sua sede aumentava, até que o cetro se rompeu. O demônio, temendo por sua vida, implorou por piedade. Mas Emri aprendeu nos caminhos do Vazio que piedade não é algo que se possa considerar em batalhas. Então ela pegou sua lâmina e perfurou o peito de Xeron, que começou a ser absorvido pela Masamune.

Oziah escavala a besta com bastante dificuldade, que tentava impedir como se fosse uma mosca. Ele desviou de dois ataques do avatar até chegar em sua cabeça. Oziah se concentrou ao máximo e como um verdadeiro Templário, perfurou sua cabeça, abrindo em duas partes. A besta caiu imediamente ao chão.

O sentimento de vitória durou pouco tempo. Ao perfurar a cabeça do avatar, seu espírito voltou para o portal, que começou a se agitar como nunca antes. Oziah e Emri deram um passo para trás, temendo o pior.

Até que o portal se expandiu de uma forma absurda. De dentro dele, começa a surgir uma forma horripilante e maligna. Era Samael, o deus caído. Ele conseguiu romper o selo e estava procurando vingança a todos os seres. Principalmente a aquele que destruiu seu avatar. Vendo que não poderiam fazer muito ali, Oziah e Emri resolveram fugir, para buscar mais ajuda.

O reino de Vigil corre grande perigo.

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